Santa Casa de Valinhos implanta monitoramento em UTI

Entre os equipamentos rastreados estão monitores cardíacos, respiradores,
eletrocardiógrafos e desfibriladores

A Santa Casa de Valinhos, no interior de São Paulo, concluiu a primeira fase de um
projeto de identificação e localização dos equipamentos com o uso de tecnologias
de internet das coisas (IoT). Voltado exclusivamente, nessa etapa, para a UTI, o
projeto consistiu na implementação de beacons para monitorar os deslocamentos e
localizar os equipamentos da unidade.

De acordo com o superintendente da Santa Casa, Fernando Pozzuto, o projeto, que
começou no fim de 2017, surgiu da necessidade de o hospital atualizar o inventário,
monitorar os deslocamentos e localizar os equipamentos da UTI. “Verificamos que
havia muita movimentação de equipamentos da UTI e isso ocasionava muita quebra
e até mesmo alguns casos em que o aparelho não era encontrado”, conta ele, ao
acrescentar que daí surgiu a decisão de rastrear os aparelhos.

O executivo destaca que, além de facilitar a localização dos equipamentos para o
atendimento do paciente, o sistema de rastreamento em tempo real dificulta
desvios e furtos, bem como reduz custos com manutenção. Antes do projeto, diz
Pozzuto, todo o controle dos equipamentos era feito manualmente. Entre os
equipamentos rastreados estão os monitores cardíacos, respiradores,
eletrocardiógrafos e desfibriladores.

Segundo o superintendente, a iniciativa é resultado de uma parceria com as startups
Taggen Soluções IoT e Biocam Equipamentos Médico-Hospitalares e a Genesis,
especializada em sistemas de engenharia clínica, que forneceram os dispositivos e o
software. A Taggen forneceu a solução que inclui os beacons, enquanto a Biocam
entrou com a plataforma iVigilant, que se conecta com o sistema de gestão de
serviços de manutenção da Genesis, para que os dados sejam analisados pelo
Watson da IBM.

Na realidade, a Biocam teve papel central na idealização de toda solução, desde o
desenvolvimento de toda a parte de aplicação do beacon dentro de um ambiente
hospitalar até os gabinetes do gateway. “O iVigilant é o gateway, sistema composto
pelas antenas e software, que capta os sinais dos beacons e transmite para um site
na nuvem”, detalha o CEO da empresa, Rogério Ulbrich.

Conforme explica Werter Padilha, CEO da Taggen, os beacons são pequenos
dispositivos IoT com tecnologia BLE (bluetooth low energy) que, entre outras
funcionalidades, permitem compor soluções de detecção de objetos em ambientes
internos a um custo acessível. Esses pequenos tags — que no modelo à bateria
podem durar vários anos — são colocados nos equipamentos médicos e enviam os
sinais para leitores (gateways IoT) instalados no ambiente interno do hospital.

“Os leitores detectam os beacons instalados nos equipamentos e enviam essas
informações através de uma rede Wi-Fi, para nosso serviço em nuvem responsável
por mapear a localização em tempo real de cada objeto no hospital e disponibiliza a
informação à administração ou corpo médico com a criticidade e agilidade exigida”,
detalha Padilha.

Diante do sucesso o projeto, a meta da Santa Casa de Valinhos agora é ampliá-lo
com a instalação dos beacons nos equipamentos do Pronto Socorro e do Centro
Cirúrgico, já no ano que vem. Nesta segunda etapa, segundo Pozzuto, os beacons
deverão ser instalados em aproximadamente 100 equipamentos, totalizando 142
aparelhos monitorados, considerando os já instalados na UTI.

Fonte: Portal Valor Econômico

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