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CPqD Campinas expõe soluções tecnológicas acessíveis para cidades inteligentes.

Referência tecnológica no Brasil, o CPqD Campinas recebeu empresas, pesquisadores e gestores públicos nesta quarta-feira (13) para uma vitrine de tecnologia e soluções já existentes ou em desenvolvimento para cidades inteligentes.

Sensor anexado à iluminação pública pode criar rede inteligente (Foto: Luciano Calafiori/G1)

Criamos um espaço de demonstração de soluções. Temos aqui oito empresas e organizações que possuem soluções para cidades inteligentes que já estão implantadas em outros lugares e que é importante que se conheça”, explica o gerente de desenvolvimento de negócios em Cidades Inteligentes do CPqD, Vinícius Garcia de Oliveira.

Em um espaço de 200 metros quadrados oito empresas apresentaram soluções para questões como previsão do tempo mais acessível para evitar danos com enchentes e deslizamentos, otimização e economia de energia elétrica em espaços públicos e até monitoramento de segurança por sistema inteligente.

O CEO da Exati Tecnologia, Dênis Weis Naressi, apresentou um sistema de iluminação pública com uso de led com a possibilidade de economia de até 20% no consumo de energia em locais muito iluminados.

O sistema foi desenvolvido em parceria com o CPqD e permite reduzir a iluminação de espaços públicos em determinados horários. “Uma das vantagens da tecnologia led é a dimerização – reduzir a potência – da lâmpada. Você reduz a potência da lâmpada e economiza energia em alguns momentos. isso pode ser aplicado”, explica o CEO. A empresa ainda tem um dispositivo que permite a comunicação da rede de iluminação pública.

Um dos usos possíveis é em praças públicas com grande luminosidade no período noturno. É possível programar as lâmpadas para ter menos potência na madrugada, mantendo uma iluminação básica sem comprometer questões de segurança pública.

 “Ainda dá para programar a lâmpada para identificar problemas. Deu defeito, a equipe mais próxima resolve o problema. E você pode medir a energia também”, completa Naressi.

A startup Pluvion desenvolveu uma estação meteorológica que entrega dados climáticos mais precisos de forma mais acessível para empresas, agricultores e municípios. O funcionamento está integrado em uma plataforma com níveis diferentes de informações contratadas.

Um dos objetivos é reduzir danos com fenômenos climáticos, como enchentes após temporais e os deslizamentos de terra.

Hoje, as estações meteorológicas profissionais são caras e chegam a custar até R$ 20 mil. A desenvolvida pela startup custa até oito vezes menos, mas a empresa oferece um serviço maior em uma plataforma que dá mais precisão com valores acessíveis até para cidade pequenas.
“Nós temos uma resolução muito maior. E o que significa isso? No Brasil, a melhor resolução que a gente tem entrega uma previsão diferente a cada 10 quilômetros quadrados. E esse nosso sistema entrega uma previsão diferente a cada 2,4 quilômetros”, explica o CEO da Pluvion, Diogo Tolezon.

Essa maior precisão ajuda cidades e agricultores a tomar decisões mais rápidas e com maior margem de segurança.

E para conseguir o sistema mais acessível a startup fez também uma parceria com uma empresa de previsão da Islândia.

No caso das temperaturas, as informações podem ser dadas a cada hora. Em relação à chuva, de minuto e minuto.

Cerca virtual

O diretor de soluções para governo da Huawei, Rildo Ribeiro dos Santos, apresentou um programa que está sendo desenvolvido para melhorar e otimizar o monitoramento por câmeras.

O software permite que o sistema soe o “alarme” toda vez que alguém ou algum animal se aproxima de uma determinada área estabelecida.

“Você não vai precisar deixar uma pessoa o tempo todo olhando para uma tela. O sistema vai avisar quando alguém entrar naquela área demarcada como se fosse uma cerca virtual”, afirma Santos.

Outra novidade apresentada faz o rastreamento de objetos e animais em ambientes internos ou externos.

Beacons

Os beacons são leves e discretos e podem também rastrear em tempo real o desenvolvimento de vários setores, inclusive de ativos e estoques de empresas.

“Ele transmite informações por meio do Bluetooth e pode ser detectado por qualquer celular, tablet, computador ou qualquer dispositivo que tem Bluetooth. Podemos colocar em pessoas ou objetos e detectar onde eles estão em um ambiente”, afirma o diretor de tecnologia da Taggen, Mário Prado.

Dispositivo da Taggen apresentado no CNPqD (Foto: Victória Cocólo/G1)

A empresa está desenvolvendo uma forma em crachás ou relógicos que permite, por exemplo, um pai encontrar um filho que se afastou num ambiente.

Victória Cocólo participou desta reportagem com a supervisão de Luciano Calafiori

Fonte: Portal G1.Globo

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